domingo, 28 de dezembro de 2008

Mini-mini actualização

Puerta Maya

Não tenho nada para dizer. Ando aqui entre o frio do Texas, e o calor húmido e peganhento do México, Jamaica e Cayman. É difícil, eu sei. E sei também que tenho o vosso apoio por ter de tolerar estas diferenças de clima todas as semanas.   : )

Natal tropicalNa passada semana o cruzeiro foi “invertido” e visitámos os portos pela ordem inversa. Saí do quarto em Cozumel e senti imediatamente o calor e a humidade no ar, tal como quando entramos na casa de banho depois do duche. É um cheiro tão característico, um calor tão bom! Não parece Natal, mas depois chegamos lá fora e vemos a graaaaaande árvore de Natal do nosso porto: Puerta Maya. Natal é apenas mais dum dia, tal como os outros. Sem a família e sem as prendas não tem piada nenhuma.

Hoje tive a seca trimestral que é a inspecção geral da Imigração. TODOS os tripulantes passam pela Imigração… somos “apenas” mil cento e tal pessoas. Começou às cinco e tal da matina e só terminou depois do meio-dia. Como tenho a mania que sou mais esperto que os outros fiquei na cama até ouvir a chamada “all crewmembers that haven’t gone through Immigration yet, please proceed ashore”. E pronto, quando lá cheguei esperei quinze minutos e fiquei despachado. É a mesma filosofia que uso quando ando de avião. Em vez de ficar de pé na fila do portão de embarque, fico sentadinho a ler ou a jogar PSP até a fila desaparecer. O avião não vai a lado nenhum, nem me oferecem um ligar melhor por ser o primeiro da fila! Para quê ficar a apanhar seca quando posso esperar num sítio mais confortável?

PC181174

Por agora é tudo. Falta menos de um mês para ir para casa de novo. Dia 19 aí estarei. E, tal como na anedota do padre, chego mesmo antes do jantar! Há candidatos para me dar boleia até casa?

---Nenas!!! Tens de experimentar a nova versão do Live Writer! Agora até faz upload dos vídeos para o youtube e faz álbuns de fotos e tudo. Um dia vais agradecer-me! Como ‘tá a ser o Natal com a família? Obrigaram-te a comer “bacalao”? Eu safei-me disso… comi guacamole, que é muito bom!---

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O significado de “Bruno”

ZZ TOP – Gimme All Your Lovin

A despedida do Matt que me acompanhou desde Fevereiro. O próximo navio dele parte de San Diego na costa oeste. Boa sorte, Matt!

Trabalhar com gente de tantos países diferentes tem destas coisas. Aqui há uns dias uma colega perguntou-me “o que quer dizer o teu nome”. Obviamente respondi que não quer dizer nada. Qualquer português sabe que na nossa terrinha os nomes não têm significado algum. Qual o significado “Jaquim”? Qual o significado de “Zé Manel”? Exactamente! “Bruno” não é um nome índio que significa sabedoria ou qualquer coisa profunda relacionada com um acontecimento natural importante, tipo “Preservativo que Rompeu”. Porém, a insistência da Chris levou-me a procurar sobre o assunto. Hoje em dia consegue encontrar-se tudo no google e, agora que sei a verdade, só tenho a agradecer aos meus paizinhos por terem escolhido um nome tão apropriado. Ora vejam o que encontrei…

“Bruno” é um nome de origem alemã… alemão antigo, derivado do gótico “brunjô”, que significa “armadura”. Tem algumas variantes - Bruin, Bruino, Brunon – e, por incrível que pareça, é nome de santo. Santo Bruno viveu durante o Século Décimo e foi o fundador da Ordem dos Monges Cartusianos. O seu verdadeiro significado é . . . 

( . . . soem os tambores . . . )

“CASTANHO”

Quem diria que de nome sou “moreno” e de “cabelo escuro” (traduzido do inglês “brown skinned” e “brown haired”). Tem TUDO a ver comigo! Outras fontes acrescentaram “brilhante” à lista de significados do meu lindo nome. Quem me conhece sabe que também não é significado que assente na perfeição. Sou burro que nem uma porta, sem ponta de brilhantismo… a não ser que me considerem “brilhante” no sentido luminoso da palavra. Isto porque quem já me viu nú sabe que o meu rabo é tão branco que brilha no escuro.

A Kim também esteve comigo no Holiday e agora está aqui há um mês e pouco. É giro como em apenas dois contratos já reencontrei tante gente.

Foi um nome tremendamente popular em finais do século dezanove e início do século vinte, certamente devido à obra de Lewis Carrol, “Sylvie and Bruno”, de 1889. ISTO é cultura, meus amigos! ISTO é serviço público! Increíble, mes amis!

 Segundos antes de me enfiarem dentro dos boxers... E já com gelo a derreter rego abaixo... que boooom!

As fotos que aqui vêem já têm umas semaninhas, mas há falta de melhores e mais recentes. Foram tiradas numa noite em que festejámos três aniversários duma só vez: Chris (a minha coleguinha que tem os quinze frascos de cremes, gel, shampoos e etc. no duche), Kristine (a liiiiinda supervisora das relações públicas, importada directamente da Latvia) e do Trevor. Alguém se lembrou de começar a enfiar gelo dentro da roupa uns dos outros e não escapei. Achei que era só para os aniversariantes e descuidei-me. Foi o suficiente para chegar ao quarto com as “bimbas” do cú (e outras peles soltas que por ali assentam) geladas, húmidas e a colar por causa do açúcar da bebida de onde tiraram o gelo. Tive de tomar duche antes de ir para a cama, não fosse eu acordar de manhã com o cú cheio de formigas. Ou pior ainda, cheio de formigas e a gostar das comichões!

Pôr-do-sol na baía de Montego Bay, com o Conquest lentamente a manobrar a caminho de Grand Cayman

Não tenho escrito muito ultimamente porque ando sem idéias. Também saí pouco da toca e isso é suficiente para não ter fotos nem histórias mirabolantes para contar. Vá lá que hoje até “arranjei” umas coisitas para partilhar convosco. Tenho passado muito tempo a ver séries e filmes no computador. Battlestar Galactica, standup comedy (estou fã incondicional dos Roasts da Comedy Central) e uma ou outra série na TV. A terceira temporada dos Heroes terminou na passada Segunda-Feira, para grande infelicidade minha. Resta-me a Galactica e os DVDs que recebo semanalmente do meu “clube de vídeo” online, o Netflix.

Um dos matraquilhos que andava a passear pela avenida Um casal dos antigos

Há duas semanas atrás em Galveston houve um festival super engraçado que por aqui fazem perto do Natal. Fecham uma avenida enorme, montam tendas com comida, comércio tipo feira e gente vestida com indumentária tradicional da época da guerra civil.

Acima de tudo deu gosto ver a cidade renascida, montes de carros e gente nas ruas. Não imaginam o quão desolador é ver uma cidade abandonada depois da passagem dum furacão. É agradável ver que não foi o fim de Galveston.

As tropas a marchar... e os gajos do tambor! A cavalaria ia à frente, a tocar aquelas cornetas fixolas!

Houve uma parada com tropas sulistas a cavalo e tudo. Será que na dramatização deles o sul ganhou a guerra!?    ; )     Havia o gajo da bandeira e o gajo do tambor e tudo! Este último só me deu para rir ao lembrar-me da imitação que o Dane Cook fez num dos seus inúmeros espectáculos (vejam o vídeo que se segue).

PC141161Para animar um pouco mais a coisa, tivemos no fim de semana  passado um encontro de motards… ou um “biker rally” como chamam aqui.

Harleys até onde a vista alcança

Esta era espectacular, mas a foto não consegue mostrar os efeitos da pintura de fogo Bem, foi um fartote de ZZ Top e AC/DC que até enjoei! Nunca vi tanta Harley junta na minha vida. E o som daqueles motores, c’um caraças. Soam à coisa mais desequilibrada ao cimo da terra! É um rugir tão irregular e engasgado que parece o velho Renault 16 dos “cotas” quando eu tinha sete anos, na altura em que aquilo tinha a panela do escape toda “arrebentada”!     ---lembras-te, Michas?!---

PC141152 Ainda tirei umas fotos e fiz uns vídeos para mostrar à malta. Granda pinta, os grupos de motards, com casacos de cabedal com a insígnia do “gang”, a chegarem à cidade e a desfilarem na avenida com os motores a rugir e a serem saudados pelos outros que já estavam lá abancados a emborcar cerveja como se não houvesse amanhã!

Nem tudo são Harleys...Esta Ninja estava toda racing e era LINDA!

Esta era mesmo linda!

Harley de Natal... com lacinho e tudo!

O giro é que nem tudo são Harleys… e os “cromos” das motas de corridas chegavam lá e metiam-se a dar gazadas com os motores a ganir com as rotações lá no alto. Acho que aquilo se ouvia lá longe em Houston! Notou-se ali uma certa rivalidade entre a malta das Kawasaki Ninja e a malta das Harleys. E é também notória a diferença na vestimenta. Os das Harleys são os típicos gajos de barba comprida, barriga a caír sobre o cinto das calças à “Phil Mendrix”, coletes de ganga esfarrapados, franjas a pender dos guiadores, botas em bico, óculos de sol à bófia dos filmes e lenço na cabeça. Os das CBRs e Ninjas parecem vindos do futuro, brutais blusões de cabedal ultra-almofadados tipo armadura do Batman, capacetes pretos com viseiras xpto e luvas a condizer. Há rivalidade, mas há também o apelo de se juntarem todos, independemente da afiliação… parece um chamamento! É uma animação! Ah, e as gajas eram, na sua maioria, MUITA BOAS! Aaaaaaahh… que bonita cultura esta dos motards, em que mostram a mota e as mamas da mulher com o mesmo tipo de orgulho!

Um pormenor engraçado do motores duma das meninasEsta não era Harley, mas tinha uma pinta do caraças!

Adoro a avózinha ali atracada ao motard, de lenço da cachola! ESTEVINHO!!! Esta era do Clube das Belhinhas! E já agora, que raio anda a passar-se com a economia na zona €uro? Aqui há dois meses estava eu a festejar que nem um maluco com o dólar a ganhar força em relação ao €uro, com o ordenado a subir desalmadamente. Nos últimos quatro ou cinco dias o €uro cresceu “comó catano” e perdi oito cêntimos por cada dólar de ordenado! É um grande rombo no orçamento, principalmente com planos para férias em Paris e idas ao Moulin Rouge e Euro Disney. E sim, eu sei que são dois tipos de diversão muito contrastantes. Já decidi que vou primeio à Disney, não saia eu do Moulin com as hormonas aos saltos e passe a noite numa esquadra parisiense por ter sido apanhado a violar a Minnie (ou o Huguinho ou o Luisinho ou o Zezinho)!

Beijinhos e até à próxima!

E para terminar, só um pequenino aparte…

PARABÉNS


!!!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Posta miniatura


Whitesnake – Here I Go Again (Radio Edit)

Como não quero faltar ao habitual compromisso semanal, deixo uma mini-posta de Bacalhau Pascoal. Não tenho feito muito para além de dormir e trabalhar. Nem tenho ido para a borga nem nada. E a culpa é toda da Battlestar Galactica, que me consumiu na última semana. Já vi de seguida a primeira, segunda e metade da terceira temporada! A Weronika também esteve doente a semana toda, acabei por não sair com ela ou com as outras, já que as gajas do trio raramente andam sozinhas. São como as comadres! Aproveitei o tempo para tocar guitarra e ver porcarias no computador. Nos dias livres apanhei solinho, para vos fazer inveja com um “bronze” veranil (se é que eu consigo ter algo parecido com bronze) em Janeiro. E mais nada. Para a semana vou aproveitar melhor as borgas!

Uma festa aqui há duas semanas. O Marinho é o meu sérvio preferido, mas vai embora este fim de semana. As outras são as loiras do costume.

Como vão as coisas por aí? A malta anda um bocado desleixada… nem comentários, nem mensagens para o telemóvel, nem e-mails. Estou entregue à bicharada… ou melhor, “entregate to bicharate”, no meu melhor sotaque “amaricano”.

Na palhaçada, para não variar.

domingo, 7 de dezembro de 2008

O meu primeiro Natal Tropical!

Quem diria que é Natal...?

É o meu primeiro Natal Tropical. Até é estranho ver uma árvore de Natal quando se chega ao México. Não sabe a Natal… não parece Natal, não cheira a Natal. Certamente será um dia diferente do que foi há um ano atrás, sozinho na cama, com febre, depois duma noite numa maca da urgência. A vida dá muitas voltas, faz-nos passar por coisas impensáveis. E mostra-nos que tudo pode mudar num piscar de olhos. Apesar da distância dos amigos e família, apesar de todas as mudanças do último ano, apesar de tudo o que ainda está para acontecer na minha vida, espero que seja bom e inesquecível. E desta vez não há NINGUÉM a obrigar-me a comer bacalhau! Também não há o cabrito assado da mamã… nem o Fialho a desembrulhar as meias, nem a Albertina a rir-se do beiço do Fialho com as prendas junto ao nariz para ver o que está a fazer, nem os putos a fazer algazarra com as prendas ou o Filipe a contar histórias do arco-da-velha das noites nos hóteis com as vedetas do pop-rock nacional e a mãe e a tia a tirar fotos e a rir-se no meio da confusão. Longe vão os natais em família, aqueles que realmente me marcaram. O tempo não pára, a vida não perdoa e tudo segue em frente. Só ficam as recordações dos natais passados. Daqui a uns anos serei eu a rir e a tirar fotos dos meus putos a fazer algazarra e da cota a desembrulhar as meias ou os caríssimos frascos de perfume de que tanto gosta. Este será apenas um Natal de transição… no calor dos trópicos, ao som das canções dos Mariachis.

À espera que me levassem pelos ares

Mudando de assunto, na posta anterior prometi imagens da heli-evacuação. Como não gosto de faltar ao prometido deixo-vos uma montagem do que consegui recolher pelo navio “afora”. Houve quem fotografasse, houve quem filmasse. A regra era “nada de fotografia com flash, para não cegar o piloto”. Sendo que foi de noite e no meio do mar, as fotos ficaram escuras e desfocadas. Já os vídeos saíram melhores. Foi bom regressar ao navio e saber que houve quem tentasse recolher imagens da “aventura”, já que eu estava demasiado embrenhado no que estava a fazer para pensar em fotos e vídeos. Obrigado à malta que conseguiu capturar algumas imagens.

Foi um dia cansativo e uma noite maluca. Não me alongo em descrições porque a posta anterior já abordou a aventura. Não podia deixar de mostrar-vos as imagens recolhidas por um dos electricistas que participou na operação e o vídeo é o conjunto das melhores da noite. Não percebo nada de pilotagem de helicópteros. Sei como funcionam e que tipos de controlos têm (depois de muitos anos a jogar computador), mas fiquei fã destes gajos da guarda-costeira. A máquina parecia estar ligada ao navio por um fio invisível, nem mexia. Seria normal urinar-me com medo, mas em momento algum senti que houvesse algum risco para a minha segurança. Estes gajos sabem o que fazem! As minhas colegas que o digam, que todas queriam ser içadas por um cabo de aço com um guarda a abraçá-las com as pernas! Fui eu o “sortudo”… mas para a próxima mando uma delas, para não ficarem com ciúmes.

Ia a passear em Cozumel e tive de parar quando vi o pelicano junto ao mar... apenas mais um momento no meio de tantos ao longo deste ano que está perto do fim...

Mudando de assunto, há que mencionar algumas alterações nos meus planos. Foi-me proposta uma extensão de contrato, e aceitei. Já não regresso a casa a 11 de Janeiro. Fico por cá mais uma semana e com isso ganho uns trocos extra e acabo por ficar em Portugal por mais tempo do que estava previsto. Calha bem… há que aproveitar os dias extra com os amigos(as). A viagem a Paris não é afectada de forma alguma e os dias a mais deste lado ajudam a reforçar o orçamento, o que também é sempre bem-vindo. Também não fica mal aos olhos da patroa, que sempre que pede alguma coisa não a deixo ficar mal, seja para esticar o contrato, seja para ser transferido para outro navio na meia-hora a seguir ao telefonema. Sempre ouvi dizer que “amor com amor se paga”… e se me fazem sentir bem aqui, retribuo à altura. Até agora todos os meus desejos foram satisfeitos, e há que mostrar que estou agradecido ajudando quando me pedem. Não chores por mim, Portugal… eu volto a casa na mesma. É só mais uma semana de ausência!

Almoço com o Trio Clássico na Jamaica. Tive um AIT durante a refeição, mas recuperei depressa.

Hoje o dia terminou duma forma engraçada. Quando ia mudar de roupa para ir ao bar beber uns copos com os amigos e dizer adeus ao Matt (que me tem acompanhado desde o contrato anterior), estava a conversar com a Chris à porta do quarto dela e consegui ver-lhe o chuveiro. Não consegui conter a gargalhada e tive de correr para ir buscar a câmara fotográfica. Passo a explicar… e com imagens! As fotos que se seguem são do chuveiro duma mulher:

Chuveiro duma mulher... vá, façam um esforço e contem os frascos! Não ignorar o facto de haver mais tralha sobre a torneira e na prateleira do duche!

E a próxima é a foto do chuveiro dum gajo… careca, ao que parece:

Só dois frascos?!!? Por que será que as mulheres precisam de QUATORZE frascos??

Alguém desse lado é capaz de explicar-me por que precisa uma mulher de QUINZE frascos no duche?! Alguns podem perguntar-me por que preciso eu de dois frascos, quando o cabelo é pouco e posso lavar a cabeça com sabão-macaco,. E também é uma pergunta válida. Mas c’um catano, as fêmeas gostam de complicar, ou quê?! Não admira que um duche de gaja demore quarenta e cinco minutos… três quartos do tempo é para decidirem qual gel/creme/shampoo/condicionador/raiocasparta vão usar!

Deixo-vos com o meu último pensamento da semana. Este vai direitinho para a minha Irmandade. Não é do Anel. Nem é do Anal, embora de vez em quando abordemos a temática e as opiniões acabem por entrar em conflito… e apesar de numa passagem de ano termos acabado a dormir juntos. Aaaah, nada como acordar com a mãe a abrir a porta do quarto e a interrogar-se: “três na mesma cama?!”. Momentos que nunca se esquecem!    : )

A Irmandade... menos um.

É a minha Irmandade, aqueles três amigos mais próximos que estão (quase) sempre a par de tudo o que se passa e entre os quais não há segredos. Enquanto editava o vídeo do helicóptero saltou-me à memória uma viagem de carro com a Irmandade. E, para além da infindável conversa sobre gajas, o que mais me marcou foi a impaciência do Fechas e o desepero do Mário em tentar mantê-lo sossegado e controlado. O vídeo que se segue é a descrição perfeita duma viagem com a Irmandade.

---Templas, JP e Fechas, esta piada é para vocês!---

domingo, 30 de novembro de 2008

Adivinhem quem…

… saíu ontem do navio com um doente. Fui içado por um cabo de aço para um helicóptero da guarda costeira norte-americana, de noite, no meio do mar. “Granda” maluqueira!

Banda sonora desta posta, acompanhada do genérico de umas das minhas séries preferidas nos verdes anos. Os da minha idade ou mais velhinhos certamente se lembram disto!

Agora olha aqui este jogo, que eu “inbentei”. Içam-te para um helicóptero com um doente, voam durante vinte e seis minutos (são pontuais estes gajos, pá), pousam numa plataforma petrolífera para reabastecer, depois voam mais hora e meia e pousam no telhado dum hospital num sítio que não fazes idéia onde é. Aí largas o doente, passas toda a informação, recolhes o teu equipamento e descobres que estás algures em Houston e que ninguém está à tua espera. Tens duas hipóteses. Hipótese A): sentes-te perdido e ligas à tua mãezinha para te ajudar a voltar para casa. Hipótese B): chamas um táxi, carregas todo o aparato médico e páras no primeiro hotel que encontrares no sítio que julgares ser o mais perto do porto onde o navio vai estar no dia seguinte. Sabem qual é que eu escolhia? Escolhia a B)! Depois às três da manhã, morto de fome, enfardava dois pacotes de bolachas com pepitas de chocolate, enfiava-me na cama, dormia quatro horas e era acordado com telefonemas de pessoas a falar uma língua estrangeira e a dizer-te que afinal de contas não vais dormir tanto tempo como esperavas antes de regressar ao navio.

E com isto vos deixo. Vou tomar o pequeno-almoço e apanhar outro táxi para regressar à minha casa flutuante. Como sempre, aos Domingos, o Conquest está parado em Galveston. Quem diria que um dia me tornaria um nómada…

Procura-se criminoso de nome Luís Fagulha. É perigoso e está armado... em desnaturado. As fotos da heli-evacuação ficam para um próximo post.

E já agora, alguém é capaz de dizer ao Fagulha que de vez em quando era fixe receber alguma novidade dele? Digam-lhe também que dá jeito ele responder às minhas mensagens, particularmente quando terminam com um ponto de interrogação… diz que essas são perguntas ou uma coisa assim.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Vida dura…

Clicar no botão play para ouvir a música de fundo desta semana:
Nickelback - Rockstar

No barco para a Isla Passion. Nunca tinha visto o mar de Cozumel tão azul... curti!

Há uma semana atrás, no seguimento duma emergência, relembrei o que é ser enfermeiro a limpar vómito e outros resíduos orgânicos com cheiro característico. Também relembrei o que é passar a noite acordado a tomar conta de alguém. Esta semana, para não me desabituar, aconteceu o mesmo. Não tive de limpar nada, mas passei a noite acordado na enfermaria. TIrando isso não tenho novidades. A vida por aqui faz-se da mesma maneira: muito tempo livre, folgas ao sol, leitura, guitarra, playstation e, à noite, borga com os amigos. Fui numa excursão de tripulantes à Isla Passion, pertinho de Cozumel. É uma ilha privada onde fazem excursões para a malta ir curtir com comida e bebida até fartar, praia, kayak, segways todo-o-terreno, trampolim dentro de água e sei lá mais o quê. Recordei os meus tempos de jogador de volley. Tive saudades da minha velha equipa… Edgar, Duarte, Russo, Veiga, Frade e todos os outros. Jogar em equipa é algo de que sinto falta. Ter um papel específico em cada posição, saber que os outros dependem de ti e que tu dependes deles. E ter uma treinadora a dar-nos na cabeça para abrirmos os olhos. Ali na Isla Passion eram raras as vezes em que se davam três toques na bola antes de mandá-la para o outro lado da rede. Mas apesar da ferrugem e de não ter comigo a minha equipa, consegui trazer de volta os serviços destruidores e dar seis pontos de seguida à equipa! É só perceber quem não se entende do outro lado e bater a bola para lá… ou recebem mal ou alguém sai da sua posição para ir apanhar a bola que supostamente era doutro jogador. O resultado é sempre confusão e perda de pontos. Não pensei foi que ainda conseguisse servir com precisão. Não consegui fazer mais nada para além de servir à matador… o resto da técnica deixei em casa antes de vir para este lado do Atlântico! Fiquei foi com idéias de criar equipas para jogarmos no navio. Há gente suficiente e um campo de volley. Só precisamos duma bola e vontade!

À chegada da Isla Passion, o Conquest já estava iluminado, preparado para a noite.

À noite é mesmo lindo!É giro estar aqui, ouvir os amigos em Portugal a queixarem-se que está um frio de rachar… e ir à rua e não perceber onde está o frio de que falam! É uma vidinha boa a que se tem por cá. Quando me apetece vou aos restaurantes dos passageiros. Gosto particularmente da comida oriental e do restaurante de mariscos. E há que dar especial destaque ao facto de ser grátis, isso também engrandece a coisa.

Os loiros à espera doutra loira... a Magda esqueceu-se duma cena e ficámos a abobrar quase meia-hora!

Já falta pouco para o reencontro!Não tenho mesmo muito para dizer. É a mesma vida rotineira que levo desde que vim para cá no início do ano. A única novidade é que vou a Paris em Janeiro, vou visitar a Nikki e vou vê-la dançar no Moulin Rouge!!! E, melhor ainda, vou muito bem acompanhado!     ; )

Deixo aqui um beijinho grande grande grande para a Nikki, com um “até já… neiro”.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Há dias maus…

No táxi entre o Conquest e Grand Cayman

E hoje foi um deles. Esta semana começou com o regresso duma malfadada amigdalite. Não é das más… não é como a que aqui publiquei em Setembro. Nem sequer dói. Só sinto que levei um enxerto de porrada e não penso em mais nada que não seja passar o dia na cama a curá-la. Até aí tudo bem e tenho feito por isso. Não fosse por nas duas últimas noites ter acordado às cinco da manhã, qual velho que já não precisa dormir, e sem conseguir voltar a adormecer antes de ir trabalhar. E vá, hoje acordei de um pesadelo onde me tinham roubado o portátil do carro. Acordei a gemer e quase a chorar porque tinha perdido todas as fotos que fui tirando desde que embarquei nesta aventura em Janeiro – só para satisfazer a vossa curiosidade tenho, na pasta “Fotos Carnival”, sete mil trezentos e trinta e quatro ficheiros, entre fotos e vídeos, num total de cento e dezasséis subpastas ocupando dezasséis gigas. Fica a nota mental para gravar tudo em DVDs, para o caso do pesadelo se tornar realidade e o portátil ganhar asas e ganhar outro dono.

Cayman e a minha cidade flutuante. Uma das melhores fotos que já tirei. Vale a pena clicar para ver no tamanho original!

O sonho era estúpido, como normalmente tendem a ser. O carro era o velho Fiat Uno da minha mãe e, no sonho, não tinha a porta do lado direito. Foi por aí que entraram e roubaram APENAS o portátil de dentro da mochila, quando toda a minha bagagem estava no banco de trás. E já agora, o carro estava comigo algures numa ilha qualquer das Honduras, a fazer sei lá o quê. Sei que quando dei pela falta do portátil na mochila pensei incrédulo “tchééééé, como fui capaz de esquecer-me que o carro não tinha porta e que eles podiam entrar por ali”! Mesmo cenas maradas típicas dos pesadelos.

Vive-se bem por aqui...

Como acordei tão cedo e só começava a trabalhar às sete e meia, aproveitei para retomar o velho e esquecido hábito da leitura. Acabei ontem o primeiro volume de The Dark Tower, a épica aventura de Roland, pelo mestre Stephen King. E assim comecei esta madrugada o segundo volume. Tomei o pequeno almoço saudável a que me tenho habituado – bananinha cortada às rodelas coberta com iogurte de morango – cheguei à enfermaria antes das sete e meia para ver o mail com calma, fiz todas as coisas que tinha para fazer antes de abrir a “loja” e… recebo uma chamada para um passageiro inconsciente caído no elevador. Lá fui eu de mala às costas e a acordar a malta toda pelo rádio. Saltando os pormenores, o passageiro está na enfermaria desde essa hora e será desembarcado daqui a duas horas quando chegarmos a Grand Cayman. Não o foi ontem porque devido ao mau tempo na Jamaica nem sequer foi permitido que chegássemos ao porto. Foi engraçado, porque para além da estúpida carga de trabalho que este doente me deu, ainda saltámos o porto de Montego Bay, o navio parecia uma montanha-russa e era só gente mal-disposta a vir à enfermaria e a ligar-me a pedir ajuda. Até a médica estava mais para lá do que para cá com a ondulação… só eu, o gajo que precisou enfiar um supositório no cú aos vinte e três anos de idade (imperdoável, eu sei) para não se vomitar todo numa tempestadezinha da treta no Mediterrâneo, é que estava aqui fresquinho que nem uma alface. Confesso que hoje fui mais enfermeiro do que tinha sido desde que larguei a urgência do Amadora-Sintra… e apenas porque finalmente voltei a lavar um rabinho cagado. Já nem me lembrava do cheiro, da textura ou de como fica agarrada aos pêlos… pelo menos no dos outros!

Uma noite de trabalho... no Bar!

E para terminar em grande, passei a noite na enfermaria com o doente. Está mais estável, mas vai ser desembarcado na mesma. Tenho folga hoje e amanhã, só volto a trabalhar no sábado às quatro da tarde! Ao menos isso.

E para terminar, como diria o meu amigo Bruno Aleixo, olha aqui este jogo que inventei agora. Começas a ver a tua série preferida e eles mostram um personagem hospitalizado e, como profissional de saúde, não consegues conter a tua indignação com os erros parvos que encontras. Deixo uma pequena reflexão e demonstro a minha indignação. Sou fiel seguidor de duas séries da NBC: “Heroes”, agora na terceira e empolgante temporada, e a novíssima “My Own Worst Enemy”, com Christian Slater no papel principal. Ambas passam aqui em horário nobre na NBC à Segunda-Feira. E ando a remoer nesta desde há dois episódios ou três episódios atrás. O Arthur Petrelli, pai do Peter e Nathan, esteve completamente paralizado numa cama durante mais de um ano. Ventilado por uma traqueostomia… e ainda assim com oxigénio por óculos nasais. Era para quê? Para manter as narinas fresquinhas? MAS O QUE É ISTO!?

Descubram os erros!

Esta já está um bocadinho mais bem enquadrada... mas apenas porque a recortei! É no que dá confiar nos outros para nos tirar fotos!

Esta gente não consulta um especialista antes de montar o cenário dum hospital?! E porque raio se ouve sempre um ventilador quando alguém está num hospital, mesmo quando o personagem está consciente e apenas com uma simples máscara de oxigénio?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Só uma musiquinha para vocês

Montego Bay - Scratchy's Beach

Deixo-vos uma música do caraças que tenho ouvido na minha rádio preferida – Cayrock!
Uma rápida pesquisa no youtube mostrou-me que é cantada pelo Chris Daughtry, mas que é uma cover dos velhinhos Foreigner. “Granda malha”! É como me sinto por aqui a apanhar solinho nas Caraíbas quando em Portugal estão 10 graus!